sexta-feira, 22 de setembro de 2023

A presença, a autoridade e o poder de Jesus na missão – uma questão de confiança

Por Cláudio Gonçalves

 

Introdução

Cristo comissionou aos seus seguidores a pregar o seu Evangelho por todas as nações, batizando-os e instruindo-os até que ele voltasse. Mas para executar essa difícil tarefa Ele prometeu a sua presença pessoal, divina, diária e poderosa entre eles. Assegurando-lhes que seriam capacitados com poder para cumprirem essa grande missão. Então, com base em sua autoridade soberana sobre os céus e a terra eles foram chamados e capacitados a fazer discípulos por onde fossem. Teriam os discípulos de Jesus confiança, ousadia e coragem para executar tamanha tarefa hoje?

 A presença de Jesus
 

Na Grande Comissão os discípulos são ordenados a espalhar o evangelho das boas novas por todo o mundo em nome e sob a autoridade e poder de Jesus. A responsabilidade deles não é fácil: ir, fazer discípulos de todas as nações, depois batizá-los e instruí-los. Por outro lado, eles não são deixados para cumprir esta grandiosa tarefa sozinhos. O Senhor Jesus, ressuscitado e exaltado, promete estar com eles no seu cumprimento; não ocasionalmente, mas para sempre. Ele mesmo afirma “que estarei com vocês todos os dias até o fim dos tempos” (Mateus 28.20). Aquele, a quem toda a autoridade e poder foi confiada, é aquele que se compromete com os seus seguidores dando-lhes total garantia e confiança na promessa de estar com eles sempre.

 

Como comenta Calvino, Cristo prepara os seus discípulos para receberem e executarem a tarefa de serem embaixadores da salvação eterna, estabelecer o reino de Deus na terra, governar a igreja de Deus e levar os homens ao céu. Mas, jamais conseguiriam se não fosse a graça e o poder do seu Espírito concedida. Portanto, somente a glória de Cristo e a plenitude do seu Espírito que forma e capacita aqueles que ele mesmo designa para sua igreja. Assim, todo aquele a quem Cristo chama para o seu ofício ele também os adorna com todos os dons espirituais necessários.

 

Os Evangelhos começam com a certeza de que quando Jesus veio à terra, Deus estava com o seu povo (conforme Mateus 1.23), e termina com a promessa de que a própria presença de Jesus nunca deixará de estar com aqueles que fielmente seguirem os seus passos. Os seguidores irão perceber, primeiramente, que além de ter uma companhia maravilhosa ao longo de sua vida, eles sempre terão a ajuda de uma pessoa poderosa que estará sempre com eles – Cristo, a segunda pessoa da trindade. Portanto, há uma presença pessoal, poderosa e confortante entre os que seguem o seu caminho.

 Entretanto, a presença de Jesus entre seus discípulos além de ser pessoal é também de cunho espiritual.4 A sua presença corporal estava confinada à duração da sua vida terrena, mas a sua presença espiritual não está sujeita às mesmas restrições; pois o Emanuel, Deus conosco, habita entre o seu povo de forma divina e eterna. Isto significa que no coração desta nova comunidade de fé estará o próprio Senhor ressuscitado através do seu Espírito (como ele mesmo havia predito em Mateus 18.20). Porque Ele é aquele que possui e controla toda a autoridade e poder no céu e na terra; e seus discípulos são agora alimentados diariamente por sua presença espiritual constante entre eles.

A autoridade de Jesus
 

Não somente a presença, mas a autoridade de Jesus é essencial para a missão. Ele mesmo diz que, “toda a autoridade me foi dada no céu e na terra” (Mateus 28.18). Isso quer dizer que antes que o mundo fosse criado, o Pai delegou toda a autoridade ao seu Filho, incluindo a de rei e juiz. E agora, ressuscitado, ele aparece como rei supremo. O seu reino nunca fracassará nem desaparecerá; pois o seu reinado é eterno. Esta declaração faz referência ao profeta Daniel (7.13-14), onde diz que "como o filho do homem" é "dado autoridade, glória e poder soberano" eternamente. Entretanto, essa autoridade lhe foi concedida por Deus. Isto também é percebido por causa da forma passiva do verbo "foi dado”, demonstrando que esta autoridade e poder originam-se diretamente do próprio Deus. Por isso, esta declaração tem sido considerada, segundo Grant Osborne, como a "entronização do Messias como governante e juiz escatológico". 

Como governante juiz, a autoridade que Jesus detêm também foi enfatizada por toda a Escritura, principalmente nos Evangelhos. Ele mesmo diz que "todas essas coisas me foram dadas por meu Pai" (em Mateus 11.27). Sua autoridade foi destacada em várias ocasiões, incluindo as seguintes passagens: Lucas 6.17-19 (autoridade para curar todos); Marcos 1.22 (autoridade em suas palavras); Mateus 8.9 (autoridade para comandar); Lucas 8.26-39 (autoridade sobre os demônios).

 

E ainda, Marcos 2.1-12 (autoridade para perdoar pecados); Mateus 10.1 (designação de sua autoridade aos discípulos); Mateus 13.41 (autoridade para julgar); Lucas 20.1-8 (autoridade de Deus para realizar suas obras), dentre outras. Isso implica que, aquele que foi entregue ao poder dos outros, em sua humilhação, é agora aquele que exerce poder e controle sobre tudo e todos. Confirma-se então que a sua afirmação de autoridade em Mateus 28.18 fornece assim o fundamento básico para a Grande Comissão.

E este exercício fundamental e bem definido de autoridade é dado à Ele como a vindicação culminante de sua humilhação (conforme Filipenses 2.5-11). Assim, Ele tomando a forma de servo, se humilhou e se esvaziou sendo obediente até a morte de cruz; e então, por isso, Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu um nome acima de todo nome. Essa autoridade foi-lhe conferida na pessoa do Mediador; portanto, toda a autoridade do Pai é mediada no Filho. O seu reino de autoridade e domínio torna-se enfim um ponto de virada na história da redenção do seu povo para sempre. O servo sofredor (de Isaías 53) torna-se então senhor supremo de todos.

Por fim, esta autoridade é indiscutível e aplicável em todos os lugares, ou seja, ela é absoluta e universal. Seu reinado serve agora, segundo D. A. Carson, como um marcador escatológico inaugurando o início de sua missão universal. Isto não é porque o seu ensino e as suas obras tinham menos autoridade do que o que ele diz e faz hoje; as suas palavras, como as de Deus, não podem passar (conforme Mateus 24.35). Em vez disso, os círculos em que ele agora possui controle total são expandidos de tal forma que eles abrangem a totalidade do cosmos. Portanto, por causa deste poder total e universal, seus discípulos são capazes de ter confiança que seu Senhor está no controle do destino soberano de "todas as coisas no céu e na terra".

O poder do Espírito Santo

Além da sua presença e autoridade, Jesus assegura aos seus discípulos que eles também serão dotados de poder celestial, um poder muito maior e mais nobre que os poderes terreno. O poder pelo qual, de fato, a pregação se torne eficaz e possam continuar a obra que Jesus começou a realizar aqui na terra. Este poder é dado pelo Espírito Santo que concede a capacidade para articular o seu ministério com ousadia e coragem. É um poder sobrenatural para dinamizar os seus discípulos para cumprir a Grande Comissão.

Este termo “poder” aparece dez vezes no livro de Atos dos Apóstolos, às vezes referindo-se a milagres ou efeitos de poder. Três vezes (2.22; 8.13; 19.11) significa milagres; três vezes é usado como poder que produz milagres (3.12; 4.7; 10.38); duas vezes, refere-se ao poder com que os apóstolos (4.33) e Estêvão (6.8) agiram e falaram. Esse termo expressa a importância de equipar a igreja para a missão. Assim, como comenta Darrel Bock, a principal atividade do Espírito Santo enfatizada por Lucas é, portanto, o empoderamento das testemunhas para a missão, pois a missão é o ministério central da Igreja.

O evangelista Lucas insistiu nesta promessa de “poder”, repetindo-a tanto em Lucas (24.49, quando promete “que eles seriam revestidos do poder que vem do alto”); como em Atos (1.8, quando diz que “recebereis poder, ao descer sobre vocês o Espírito Santo, e serão minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até os confins da terra”). Assim, de forma enfática, ele refere-se ao poder do Espírito para os agentes de Deus na execução da missão da igreja (conforme Lucas 4:18-19; 24:45-48 e Atos 2:17-18).

O apóstolo João também enfatiza essa concessão do Espírito como a capacitação para a missão dos discípulos, dizendo que Ele “soprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo” (20.22). Este poder “soprado” sobre os discípulos é considerado como um símbolo da “respiração” que demonstra a transmissão da vida; aqui, portanto, a participação na vida de Cristo através do Espírito é dada aos seus seguidores.

Consequentemente, este poder de Deus é também destacado nas cartas do apóstolo Paulo (como por exemplo em Romanos 1.4; 15.13, 19; 1 Coríntios 2.4; Efésios 3.16 e 1 Tessalonicenses 1.5). Portanto, a função primária do Espírito Santo no Novo Testamento é então capacitar todos os cristãos para a missão dada por Cristo. Nota-se então que o foco dos textos sagrados está em certos líderes (especialmente Pedro; Estêvão; Filipe; João; Paulo e seus companheiros); entretanto, essa capacitação é doada também a todos os crentes de todas as épocas.

Alguns textos do Antigo Testamento também falam da força física do Espírito (conforme Juízes 14.6, 19; 15.14 e 1 Samuel 11.6,7); e, por vezes, chamando-o de “espírito de poder” (como em Miquéias 3.8 e Zacarias 4.6). Todavia essa gama de evidências de poder implica que todos os crentes serão empoderados pelo mesmo Espírito para contribuírem para a mesma tarefa. Ou seja, todos aqueles que são regenerados pelo Espírito serão capacitados por ele mesmo para anunciar o Cristo ressurreto a todos os povos.

Entretanto, os dois grandes exemplos de sucessão de poder do Espírito Santo para realizar a obra de Deus estão nas narrativas de imagens proféticas do Antigo Testamento. A primeira envolve o grande legislador Moisés, que é sucedido por seu servo Josué. E a segunda imagem é a sucessão profética de Eliseu concedida pelo seu mestre Elias (conforme Deuteronômio 34.9 e 2 Reis 2.9, 14-22). Subtende-se então que aos seguidores de Jesus será dado uma “porção dobrada” do Espírito e o “manto” de sua profecia lhes será acessível para proclamarem o Evangelho de Deus.

Finalmente, o senhor Jesus sempre foi o nosso maior modelo e fundamento para a missão. Pois assim como Jesus tinha sido ungido no seu batismo com o Espírito Santo e poder, assim os seus seguidores agora devem ser igualmente ungidos e habilitados a prosseguir a sua obra. Logo, o envio do Filho pelo Pai serve então como modelo e fundamento para o envio dos discípulos pelo Filho. Lembrando que Jesus orou ao Pai pelos seus discípulos (em João 17.17-19) para que eles fossem santificados pelo Espírito Santo; e assim consagrados como Jesus foi, seus seguidores são agora enviados como ele também foi enviado.

Notamos por fim que o propósito essencial da igreja é na verdade levar adiante a sua missão, continuando a obra que Jesus recebeu do seu Pai. Então, Ele mesmo deu poder aos seus discípulos, que foram enviados para falar e agir em seu nome. Assim como o Espírito o tinha capacitado para sua própria missão; Jesus, como diz Thomas R. Schreiner, que é o portador do Espírito, tornou-se também o dispensador do Espírito aos seus discípulos. Então, por esta transferência do Espírito, os cristãos tornaram-se agora herdeiros e sucessores do ministério terreno do seu Cristo. Por isso, o próprio Jesus serve como o exemplo para a obra do Espírito em capacitar os seus seguidores para realizar a sua missão.

A confiança em Deus
 

Percebemos então que a presença, a autoridade de Jesus e o poder do Espírito Santo fornecem confiança em Deus a todos os crentes no exercício e cumprimento do seu chamado. Este poder sobrenatural foi certamente a base e a audácia dos discípulos para levar adiante o ministério do seu Senhor por todo o mundo (conforme Atos 2.29; 4.13). No entanto, no momento desse pronunciamento, eles ainda não estavam certos da forma e da proporção que esta presença e poder tomaria. Mas o livro de Atos demonstrou claramente isso: que como, no poder do Espírito, eles foram levados a testemunhar e espalhar a semente do Evangelho até aos confins da terra (conforme Atos 1.8; 5.32). Assim, no e por meio do Espírito Santo, o Cristo ressurreto esteve e estará sempre presente com os seus comissionados e lhes apoiará no cumprimento da sua missão com poder e confiança plena nele.

Embora hoje, muitos, como Graig S. Keener19 aponta, parecem ter perdido o senso do propósito da presença e autoridade de Jesus entre eles, que é a total confiança na realização da missão; talvez porque perderam de vista a importância e a urgência da Grande Comissão. Entretanto, a igreja fiel não pode perder a sensação da realidade que o Deus conosco está sempre presente: governando, capacitando, acompanhando e auxiliando os seus discípulos; até mesmo nos seus maiores desafios com suas lutas, dúvidas, finanças, saúde ou perseguição religiosa.

Com estas declarações de sua presença autoridade e poder, o Senhor Jesus deu aos seus seguidores toda a confiança necessária para desempenharem o seu ofício – que é a responsabilidade de confirmar a fé no seu “Evangelho de todas as épocas”. Certamente, como comenta João Calvino,21 eles não teriam coragem suficiente para assumir esse cargo “tão árduo” e com toda essa magnitude. E muito menos nenhum progresso dessa obra seria possível sem esse apoio sobrenatural e imprescindível. Mas, agora eles sabem que seu defensor está sentado no trono no céu, e que todo o poder nos céus e na terra foi delegado à Ele. Por isso, conscientes que o seu Mestre está no controle do mundo; agora, eles devem seguir firmes e confiantes para obedecer ao seu chamado e enfrentar qualquer forma de oposição.

Por isso, Cristo confia o seu ministério aos seus seguidores e lhes dá a garantia e a certeza de que eles terão proteção celestial. Essa segurança é dada àqueles que receberam a ordem de prometer a vida eterna oferecida pelo governante soberano, divino e verdadeiro do universo. E essa garantia é apoiada pela autoridade do Monarca, que sustenta e controla o céu e a terra em virtude do seu poder. Sendo assim, diz Calvino, eles não devem considerar suas próprias habilidades; mas, em vez disso, colocar toda a sua fé no "poder invencível daquele sob cuja bandeira eles lutam".

Concluímos que as declarações sobre a presença, a autoridade e o poder de Jesus na missão, que as Escrituras nos atestam, devem inspirar coragem e confiança aos cristãos de todas as épocas; e assim permitir que a igreja militante continue no mundo sendo equipada e encorajada para sua grande comissão – uma missão que continuará até a consumação dos séculos. Assim, a sua presença e poder na obediência do chamado oferecerão segurança, força, paz, alegria e esperança aos discípulos até a aurora final. Portanto, cumpramos a ordem de fazer discípulos por todas as nações para a sua glória até que ele venha.

Conclusão  

Cristo comissionou os seus seguidores a pregar o seu Evangelho por todas as nações, batizando-os e instruindo-os até que ele voltasse. Mas para executar essa difícil tarefa Ele mesmo prometeu a sua presença pessoal, divina e poderosa entre eles; assegurando-lhes que seriam capacitados com poder sobrenatural para cumprirem essa grande missão. Então, com base na autoridade soberana do seu Senhor sobre os céus e a terra eles foram convocados a fazer discípulos por onde fossem.

O êxito dessa grande comissão estava inextricavelmente ligado à presença, poder e autoridade de Jesus entre eles. Os discípulos sabiam que jamais teriam algum sucesso se confiassem apenas em suas próprias capacidades humanas. Então eles se firmaram na realidade espiritual da companhia diária do seu Senhor para executarem esse ofício de tal magnitude. Certamente eles precisariam do poder do Espírito Santos sobre eles para os capacitar e lhes dar coragem e confiança no cumprimento dessa tarefa, mesmo nos momentos mais difíceis.

Aplicação
 

A igreja de Jesus não pode deixar de cumprir a sua missão de levar as boas novas até aos confins da terra; sempre confiantes que a presença poderosa da segunda pessoa da trindade estará com eles sempre, mesmo nos seus piores momentos de dúvidas e insegurança. Perder o sentido dessa presença e autoridade é perder o sentido da vida e perder de vista o chamado da grande comissão. Cabe então aos crentes hoje confiar plenamente e no poder do Espírito Santo obedecer ao seu comissionamento de levar essa poderosa mensagem de salvação a todas as pessoas, seja atravessando a sua rua ou atravessando o Continente.


Bibliografia
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22.Calvin, John. The Harmony of the Gospels, vol.3 (Eerdmans, 1995).
23.Hagner, Donald A. Matthew (WBC, Word, 1995).

 

 

Sobre o Projeto Nova Zelândia:

 Quem somos:

Cláudio Gonçalves é pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil. 

Mestre em Ciências da Religião pelo Mackenzie; 

Bacharel em Teologia pelo Seminário JMC e Mackenzie; 

Bacharel em Economia pela UFMT;

Plantou e pastoreou por 15 anos a Igreja Presbiteriana da Vila Natal em São Paulo/SP.

Atualmente, é coordenador da Área Oceania da APMT/IPB.

Conhecendo o Projeto NZ:

O Projeto Missionário Nova Zelândia tem como principal objetivo plantio e revitalização de igrejas desde 2017, em um país onde igrejas estão sendo fechadas por causa da influência do secularismo e liberalismo teológico.

 Nossa missão é apoiar no processo de revitalização da Wakatipu Presbyterian Church em Queenstown/NZ, onde estão mais de 60% da população se considera sem religião. Estamos plantando a Kingston Presbyterian Church em Kingston/NZ com a finalidade de torná-la uma comunidade bíblica, missionária e auto sustentável.

Treinar: 

 Nossa missão abrange também o Nepal, onde apoiamos a plantação de mais de 20 igrejas presbiterianas com treinamento teológico dos plantadores locais, captação de recursos e viagens missionárias.

Colaboramos com o Hasta Memorial School que luta contra o tráfico sexual naquele país, através da educação.

 

 

 

CARTA INFORMATIVA - Queenstown, 03/10/23.

 Terceiro Trimestre  Queridos irmãos e irmãs, finalizamos o terceiro trimestre com muita gratidão a Deus, pois até aqui Ele nos ajudou.  Com...